terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Depoimento de Alma Welt

"Queria que meus versos ficassem para a posteridade. Desconfio mesmo que tenho alguma chance, a julgar pelos milhares de comentários gratos e aprovativos na rede. Eles me comovem, e quando vejo meus versos transcritos com reverência em outros blogs, me rejubilo até às lágrimas. Não, não foi em vão caminhar pela cochilha contando sílabas nos dedos e escrevendo em cadernetas, para depois passá-los a limpo no plano virtual. Cheguei a cair num córrego uma vez, de tão absorta ao caminhar escrevendo, e estou consciente do lado anedótico ou caricato deste episódio, até mesmo piegas. Mas o que posso fazer? Elegi meu cotidiano como tema dos meus versos e não fui rejeitada... devo estar no caminho certo. Meus sonhos, afinal, são os de todas as mulheres, talvez os de alguns homens sensíveis também..." (Alma Welt)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Autobiografia (de Alma Welt)

Guria, muito amada, conheci
Uma espécie de culto familiar
Por ter nascido ruiva, e cresci
Com uma grande beleza peculiar.

Então fui tratada qual princesa,
Numa vida familiar palaciana,
Pelo Vati e uma irmã, não pela obesa
Nem por minha mãe, a Açoriana.

Matilde, minha babá e o Galdério,
Seu irmão, charreteiro e motorista,
Devotos meus às raias do mistério...

Mas tanto desvelo e amor fiel
Me fizeram acreditar em mim artista
E em fazer da princesa só papel...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

‎"Para as efeméridas, aqueles insetos, a vida durou só um deslumbrante dia de vôo e acasalamento. Para mim, como poeta, durou uma deslumbrante manhã de sol, uma tarde de amores, um crepúsculo de melancolia e uma noite de queridos fantasmas consoladores..." (entrevista com Alma Welt)

quinta-feira, 12 de maio de 2011


Reportagem sobre a Alma Welt em página de um número da sucursal brasileira do jornal Feed 100%, cuja matriz é na Ilha primeira dos Açores, Portugal.

Assinatura da Musa e seu logotipo

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Acabo de encontrar na Arca da Alma este soneto, que apesar de conter algum humor, estarreceu-me , poi trata-se de um testemunho doq ue minha irmã passou, subjetivamente ou não, naquela Clínica em que tivemos que interná-la, em Alegrete:


Em camisa (de Alma Welt)

De tanto amar a vida perturbei-me,
Que uma retirada foi precisa...
Afirmar quisera, que internei-me,
Mas de fato me puseram na camisa.

E até me amarraram numa mesa,
O que foi então meu maior medo
Pois havia uma forma muito tesa
Na bata do enfermeiro logo cedo.

E nunca esquecerei o olhar ardente
Daquele doutor jovem, residente
Que pegava o meu pulso a toda hora

Mais para acarinhar a minha mão,
Até dizer: “Examinar-te vou agora,
Único jeito de saber se foste... ou não.”

Capa do Livro HAI KAIS de Alma Welt, com aquarela abstrata da autora

EX LIBRIS ALMA WElT, feito em litografia em pedra da Bavária por Guilherme de Faria


Texto do poeta Paulo Bomfim para a Alma Welt