quinta-feira, 19 de maio de 2011

‎"Para as efeméridas, aqueles insetos, a vida durou só um deslumbrante dia de vôo e acasalamento. Para mim, como poeta, durou uma deslumbrante manhã de sol, uma tarde de amores, um crepúsculo de melancolia e uma noite de queridos fantasmas consoladores..." (entrevista com Alma Welt)

quinta-feira, 12 de maio de 2011


Reportagem sobre a Alma Welt em página de um número da sucursal brasileira do jornal Feed 100%, cuja matriz é na Ilha primeira dos Açores, Portugal.

Assinatura da Musa e seu logotipo

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Acabo de encontrar na Arca da Alma este soneto, que apesar de conter algum humor, estarreceu-me , poi trata-se de um testemunho doq ue minha irmã passou, subjetivamente ou não, naquela Clínica em que tivemos que interná-la, em Alegrete:


Em camisa (de Alma Welt)

De tanto amar a vida perturbei-me,
Que uma retirada foi precisa...
Afirmar quisera, que internei-me,
Mas de fato me puseram na camisa.

E até me amarraram numa mesa,
O que foi então meu maior medo
Pois havia uma forma muito tesa
Na bata do enfermeiro logo cedo.

E nunca esquecerei o olhar ardente
Daquele doutor jovem, residente
Que pegava o meu pulso a toda hora

Mais para acarinhar a minha mão,
Até dizer: “Examinar-te vou agora,
Único jeito de saber se foste... ou não.”

Capa do Livro HAI KAIS de Alma Welt, com aquarela abstrata da autora

EX LIBRIS ALMA WElT, feito em litografia em pedra da Bavária por Guilherme de Faria


Texto do poeta Paulo Bomfim para a Alma Welt