segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
"Que jornada gloriosa é a vida! Sim, a vida comum, a vida de qualquer um! Existirmos e perseverarmos contra toda a expectativa da consciência profunda, que não nos abandona senão aparentemente... Caminharmos firmes, embora lentamente, em direção ao abismo! Que coragem básica é preciso para se estar vivo e caminhar. O ser humano, por ser consciente, é necessariamente um herói. Não falem mal do ser humano na minha frente!" (Alma Welt)
"Fui criada na Antroposofia, corrente humanista adotada por meu pai pelo menos em sua pedagogia. Me lembro que fiquei muito intrigada e divertida quando adolescente, com a afirmação do Dr. Rudolf Steiner no seu livro iniciático "A Crônica do Akasha", de que os macacos são seres humanos que involuiram, e não o contrário. Tenho observado sinais dessa possibilidade no homem em suas piores manifestações de massa..." (entrevista com Alma Welt)
"Aqui em casa, já me diagnosticaram como louca, ou no mínimo, "maluca". Meu entusiasmo pela vida me leva a fazer coisas doidas, a agir às vezes como uma "histérica", por excesso de arrebatamento. Corro, subo nas coisas, nas mesas e nos muros, me desnudo e saio pela coxilha em disparada, a pé ou a cavalo... sim, nua como vim ao mundo! Às vezes grito, de alegria, de pura alegria de beleza! Bem, já me internaram uma vez... Mas foi no polo oposto, estava perdida de mim e vagava no bosque, balbuciando, em farrapos. Sim, às vezes tenho medo de mim..." (Alma Welt)
"Se me sinto muito perdida ou frustrada e uma criança está por perto, estou salva. A criança não é um projeto de adulto, esse é o seu mistério e encanto. É o ser mais completo em si mesmo, que nos ensina a plenitude, a essência e a beleza do momento. Eu a observo brincando, ou simplesmente olho dentro dos seus olhos e... me apaziguo." (Alma Welt)
"Uma vez, num tempo negro de minha vida, subi ao sótão do casarão com um laço de couro cru de vaqueiro e pensei em mim pendurada na viga do telhado. Mas como tenho uma imaginação realista, me vi grotesca, de língua de fora, o pescoço torto e os olhos esbugalhados. Minha vaidade foi maior, joguei o laço num canto. Ao descer a escadinha em caracol, escapou-me um longo suspiro e.... logo uma gargalhada. Eu estava salva!" (entrevista com Alma Welt)
"Desde muito cedo em minha vida, escolhi a Verdade e a Beleza, que no dizer do poeta Keats, são o mesmo. Mas não fiquei impune por isso. Houve conspirações à minha volta para me banalizar. Não conseguiram. E eu pagaria um alto custo, em dores e solidão, pela minha devoção àquela dupla Musa. Mas não me queixo e não lamento nada... as alegrias e mesmo êxtases que experimentei ao dedicar-me de corpo e alma à minha arte foram altamente compensatórias. Eu recomendaria a uma outra jovem uma tal escolha? Não. A grande arte é Destino, não caminho..." (Alma Welt)
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