domingo, 23 de março de 2014
"Uma vez me perguntaram qual o sentido geral da minha obra, como eu resumiria a minha mensagem, se isso for possível. Sim, é possível. Eu diria que a minha obra é a procura incessante da beleza que vence a morte, e que está semioculta, camuflada no caos da vida. Nessa procura lanço mão de tudo, inclusive da ironia e do humor. Mas confesso que muitas vezes não consigo disfarçar meu desespero..." (entrevista com Alma Welt)
"Admiro as pessoas simples que não questionam a vida e a vivem como ela vem, pronta, dentro das normas do seu meio e cultura... Infelizmente me falta essa humildade, mas como ainda não fui propriamente castigada, creio que Deus tem sido condescendente com a minha natureza de poeta, especulativa, rebelde, inconformada com a existência da Morte..." (entrevista com Alma Welt)
quinta-feira, 20 de março de 2014
"Alguém poderia me acusar de possuir um ego desmedido, já que quase sempre falo de mim. Mas como poderia falar do mundo e da vida sem meu ponto de vista e de apoio, sem mim mesma? Sou humana e sou mulher, mas sobretudo poeta, portanto com autoridade. Acredito que falando de mim, falo do Mundo. Mas vou lhes contar um segredo: essa hipótese de crítica partiu de mim mesma. Ninguém, na verdade, levantou a mim essa questão. Apenas não sei se por descaso ou por aceitação..." (entrevista com Alma Welt)
quinta-feira, 13 de março de 2014
"Quando muito jovem, voltando para casa depois de um passeio pela coxilha ouvi o som do piano de meu pai tocando um peça de Chopin. Um certo trecho daquela música maravilhosa me deu a súbita consciência de minha própria alma romântica. Nunca mais a reneguei, apesar da minha tendência inata à ironia, que muito tempo depois percebi ser um ingrediente não desprezado pelos melhores românticos, sobretudo os alemães, meus antepassados..." (entrevista com Alma Welt)
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