quarta-feira, 21 de março de 2012
Realismo
Todo realismo é um tanto pessimista. Eu acho muita graça nas chamadas "Leis de Murphy", justamente por serem criação de um americano, portanto nascidas no seio de uma sociedade que consagrou o Americam Dream e o Happy End. Quanto a mim, sonhadora do real, também acredito que as coisas só dão certo quando não houver a mínima probabilidade de darem errado. Por isso não baseio minha vida em apostas. Se sou poeta é porque não posso deixar de cantar, mesmo sabendo que certamente morrerei arruinada. (entrevista com Alma Welt)
terça-feira, 20 de março de 2012
O Milésimo Soneto
"Quando escrevi o meu milésimo soneto, as coisas começaram a ficar claras para mim. Eu tinha um "corpo de obra", poderia agora prosseguir com o peso de uma bagagem considerável, que me dava um autoridade sobre meu próprio mundo. Eu podia enxergar com nitidez o que eu própria tinha a dizer. E era uma visão de mundo baseada no amor da Natureza através de sua fusão com a cultura clássica, com os acalentados mitos de meu coração, mas também de minha alma. Eu própria tinha me tornado, com legitimidade, a minha anima e minha própria Musa. Eu não era mais o meu simples eu. Como ser humano eu tinha me tornado universal e portanto simbólica. Podia começar a ser lida, sem pudor, sem arrependimentos de amadora. Podia, como se diz, "peitar" o mundo..." (entrevista com Alma Welt)
segunda-feira, 5 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Sobre a Mitanálise Junguiana (por Alma Welt)
"A meu ver a chave para o entendimento da Mitanálise Junguiana está no fato de que na verdade não existe uma análise individual. Toda a humanidade está sendo analizada na nossa pessoa no momento da sessão psicanalítica. E é isso que interessa: os arquétipos universais atuantes no nosso "inconsciente coletivo". Toda dor humana só é relevante se tiver uma equivalência simbólica no plano universal. Do contrário é apenas birra, mimo, ou capricho fútil..." (Alma Welt)
Guilherme de Faria disse:
A consequência dessa constatação da Alma é a conclusão de que a "individuação" em Jung é, paradoxalmente, uma "universalização". Eis aí também a chave para o entendimento da poesia da Alma Welt, expressa principalmente nos seus sonetos. Todas as suas experiências pessoais, suas analogias, seus devaneios e anseios, suas angústias principalmente, são universais, simbólicas e arquetípicas. E por isso compartilháveis por todos, homens e mulheres de qualquer parte do mundo. O seu Pampa, sim, é somente uma metáfora para o conceito de "fim de mundo", ou começo dele, nosso território primordial após a expulsão do Paraíso, nosso exílio em solidão no seio da própria Natureza... nosso Leste do Éden.
Guilherme de Faria disse:
A consequência dessa constatação da Alma é a conclusão de que a "individuação" em Jung é, paradoxalmente, uma "universalização". Eis aí também a chave para o entendimento da poesia da Alma Welt, expressa principalmente nos seus sonetos. Todas as suas experiências pessoais, suas analogias, seus devaneios e anseios, suas angústias principalmente, são universais, simbólicas e arquetípicas. E por isso compartilháveis por todos, homens e mulheres de qualquer parte do mundo. O seu Pampa, sim, é somente uma metáfora para o conceito de "fim de mundo", ou começo dele, nosso território primordial após a expulsão do Paraíso, nosso exílio em solidão no seio da própria Natureza... nosso Leste do Éden.
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