sábado, 3 de março de 2012

Sobre a Mitanálise Junguiana (por Alma Welt)

"A meu ver a chave para o entendimento da Mitanálise Junguiana está no fato de que na verdade não existe uma análise individual. Toda a humanidade está sendo analizada na nossa pessoa no momento da sessão psicanalítica. E é isso que interessa: os arquétipos universais atuantes no nosso "inconsciente coletivo". Toda dor humana só é relevante se tiver uma equivalência simbólica no plano universal. Do contrário é apenas birra, mimo, ou capricho fútil..." (Alma Welt)


Guilherme de Faria disse:
A consequência dessa constatação da Alma é a conclusão de que a "individuação" em Jung é, paradoxalmente, uma "universalização". Eis aí também a chave para o entendimento da poesia da Alma Welt, expressa principalmente nos seus sonetos. Todas as suas experiências pessoais, suas analogias, seus devaneios e anseios, suas angústias principalmente, são universais, simbólicas e arquetípicas. E por isso compartilháveis por todos, homens e mulheres de qualquer parte do mundo. O seu Pampa, sim, é somente uma metáfora para o conceito de "fim de mundo", ou começo dele, nosso território primordial após a expulsão do Paraíso, nosso exílio em solidão no seio da própria Natureza... nosso Leste do Éden.

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