sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
"Minha varanda é meu observatório da vida. Não me reconheço alienada por ser intrinsecamente romântica. Os livros dos grandes foram e ainda são a minha janela para o mundo. Quem pode negar sua acuidade e sabedoria? E a poesia? Se "quanto mais poético mais verdadeiro", como disse Novalis, quem me poderá cobrar realismo e mesmo "pé na terra"? Os jornais, a televisão, sim, são importantes para quem não lê o que realmente importa. Não me falem de coisas práticas, muito menos de política, esportes, futebol... não estou interessada nas coisas que começam e terminam em si mesmas. Nesse caso prefiro as flores, os pássaros..." (entrevista com Alma Welt)
"Um crítico e filósofo acadêmico me perguntou o que faço pelo próximo, pelos desvalidos, pela educação dos pobres, pela ecologia, etc... Respondi que não sou tão arrogante para acreditar que posso fazer muita coisa além de escrever poemas e tentar dá-los aos meus semelhantes, mas que podia reconhecer em mim mesma um grande respeito e até carinho para com todos e tudo o que me cerca. Mais que isso, realmente, não podia dizer... Talvez eu mereça mesmo o desprezo que esse crítico estava planejando me dar..." (Alma Welt)
“Não tive formação religiosa. Fui criada por meu pai numa espécie de “experiência de paganismo”, em contato com a Natureza e com os mitos gregos, os deuses e os arquétipos, e até mesmo as fadarias germânicas e celtas. Minha formação foi essencialmente literária. Entretanto no final da adolescência descobri o cristianismo e mesmo o catolicismo, através da arte sacra. Tantos grandes artistas pintando com tanta devoção obras magníficas representando a vida de Cristo ou compondo magníficas e poéticas orações e missas, me comoveram e abalaram minha crença nos deuses e nas fadas. Tantas e tão grandes inteligências e sensibilidades não poderiam estar enganadas. E fui me convertendo lentamente, como os séculos do Ocidente o foram...” (entrevista com Alma Welt)
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