quarta-feira, 30 de abril de 2014
"Sempre senti que a cada verso me construo. Por isso não pude parar. Sou uma criatura em permanente processo, em permanente edificação como a Babel dos homens. E como a Torre, também desmoronando e subindo no centro da algaravia do mundo. Mas esse é o destino do Poeta, patético e resoluto arquiteto das palavras, tão destruidor quanto construtor..." (Alma Welt)
"Uma vez, quando ainda criança em Novo Hamburgo (antes de nos mudarmos para o Pampa), um guri da vizinhança me beijou nos lábios à força. Fiquei tão perturbada e em conflito, com sentimentos e pensamentos tão ambíguos dentro de mim, que creio que essa contradição permanece até hoje. Sinto e penso uma coisa e seu contrário ao mesmo tempo. E isso seria doloroso, se não tivesse se transformado em Poesia..." (entrevista com Alma Welt)
terça-feira, 29 de abril de 2014
A Travessia (II) (de Alma Welt)
Quero que meus derradeiros pensamentos
Sejam todos para a Arte tão amada,
Que não foi pra mim apenas bons momentos
Porém todo o sentido da jornada.
Se meu rosto revelou-se nos meus versos
Então vivi a estória verdadeira
A que ocorre em duplos universos
Sem jamais perder a face corriqueira.
E assim na superfície de um espelho
Que se abriu para mim qual Mar Vermelho
Vi passar a minha vida refletida.
Em quatro mil sonetos belos desfilei
Na superfície aberta, desmedida,
Abismo em que pra achar-me atravessei...
Quero que meus derradeiros pensamentos
Sejam todos para a Arte tão amada,
Que não foi pra mim apenas bons momentos
Porém todo o sentido da jornada.
Se meu rosto revelou-se nos meus versos
Então vivi a estória verdadeira
A que ocorre em duplos universos
Sem jamais perder a face corriqueira.
E assim na superfície de um espelho
Que se abriu para mim qual Mar Vermelho
Vi passar a minha vida refletida.
Em quatro mil sonetos belos desfilei
Na superfície aberta, desmedida,
Abismo em que pra achar-me atravessei...
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