terça-feira, 29 de abril de 2014

A Travessia (II) (de Alma Welt)

Quero que meus derradeiros pensamentos
Sejam todos para a Arte tão amada,
Que não foi pra mim apenas bons momentos
Porém todo o sentido da jornada.

Se meu rosto revelou-se nos meus versos
Então vivi a estória verdadeira
A que ocorre em duplos universos
Sem jamais perder a face corriqueira.

E assim na superfície de um espelho
Que se abriu para mim qual Mar Vermelho
Vi passar a minha vida refletida.

Em quatro mil sonetos belos desfilei
Na superfície aberta, desmedida,
Abismo em que pra achar-me atravessei...

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