Atenta à sua provisória condição
De empréstimo ao pobre coração,
Tentei mantê-la doce, pura e calma.
Quantas faltas, pecadilhos, devaneios,
Entretanto esta minha alma cometeu,
Alvo de tentações por tantos meios
Desde o fogo que ganhou de Prometeu.
Perdoai, Senhor, arcaica alegoria
(bem sei que a vossa Luz é que vigora)
Foi somente para efeito de poesia...
Pois se a alma num cárcere é encerrada,
A beleza que me foi dada por fora
Tornou bem mais amena a temporada...
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25/10/2017
25/10/2017
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