"Minha mãe, a Açoriana, como eu a chamava, era anti-intelectual e antifeminista. Ela chegou a dizer uma vez que não gostava de me ver pensando muito porque isso acabaria com a minha beleza, que me causaria rugas e vincos na testa, e deixaria meus olhos vermelhos de tanto ler. Confesso que por um tempo temi essas coisas, até compreender que essas marcas são causadas pelo sofrimento ou pela vivência e experiência, e que a inteligência, a cultura e a sabedoria nada tinham a ver com elas. A beleza é efêmera mas podemos transferi-la e dar-lhe longevidade por nossos atos, pensamentos e obras, isto é, por uma "vontade de beleza" que nada deverá à cosmética. A Arte é essa vontade, a Poesia é esse resultado..."
(Alma Welt)
sábado, 1 de dezembro de 2018
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